sexta-feira, 6 de novembro de 2009

No momento apenas lágrimas que escorrem a face,fazem aliviar a angustia,pois nada,exatamente nada me ocupa a mente.Me deixando no vácuo,com a voz reprimida na garganta,a espera de qualquer espasmo.
Esvaecida ao chão da sala,procuro alguma forma de extinguir todos e quaisquer sentimentos supérfluos,para que não se impressionem e não tirem suas conclusões sobre mim,não me rotulem,não opinem,não me julguem como um ser patético,pois não o sou,na verdade não há nada o que ser agora.
Apenas eu ,tudo que agita dentro deste corpo que escreve.
Sobre qualquer sinal de dor...isso...(sinal)...pois a dor em si ,já não sinto,talvez tenha se unido a mim por inteiro,vociferando tudo o que sou.
Todos os olhares sádicos voltados a mim,neste instante,'o espirito' não o possuo,me deixou para se unir ao sangue que percorre pelo escuro a face do pecado,ele controla as mentes,depois as abandonam pelos cantos sem dar explicações.
Passo dias a fio neste solo de pessoas inertes,alienadas,perdidas.
Me retiraram o solo produtivo,já não ouço mais aquelas palavras,aquelas promessas,aquelas de amor.
Apenas vejo ao longe,ja como lembranças e misturadas com faiscas de esperança,que um dia houve(hávera) um suspiro a mais de amor.No momento não há sequer um grão de solo produtivo ,se ouvesse estaria enxarcado pelas águas salgadas que escorrem a velha face,há apenas o corpo oco que aqui escreve.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

É tudo tão fragil
As palavras ditas
deixam o que estava ruim
pior ainda.

Não sei se sou
o que esperava ser
Mas para sempre será assim
Não mudara pra mim,nem a você

Não tente encontrar
O que vê por ai em mim
Idealismo sua perfeição
É lamentavel,não será assim.

Os dias passam
e como o ar você não vê
Quando para há notar
É sufocante,dificil para você.

Em sua mente algo certo
Nada a ser dito,álem de seus pensamentos
terá valor,sem complementos.

Não tente encontrar
O que vê por ai em mim
Idealismo sua perfeição
É lamentavel,não será assim.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A inocencia sai...e deixa um vazio
Um largo espaço,para toda e qualquer
forma de impureza.
Atravessando barreiras
deixando-se levar pelas placas de perigo
e me mostrando;
Eu sempre insisto nos erros
e em tudo que não acaba bem.
Mas no final da certo
a dor se apresenta
a solidão ja faz parte a um bom tempo
talves mude,
insistindo nos erros
derrubando as placas
Sempre muda
Sem forma,total avesso
Mundos repletos de espiritos bipolares
Se unem a mim e riem,apenas riem
das permantes performaces
que a vida apresenta,
e ela segue seu show
pouco se importando para o que sinto
e dizendo haver,a outra face da alma
reprimida,contida
Moldada por comentarios vazios
Desvanecida pelos proprios medos
fujindo das contradições
extinguindo lampejos de emoções
Os verdadeiros poetas
Apresentando suas verdades,que assim
Como encontram o perfume nas flores
Tambem inspiração nas dores
Como se no mundo,não existisse o fim.

domingo, 20 de setembro de 2009

Meus desvareios

Por alguns instantes pude sentir as larvas que se alojavam no lodo do poço mais profundo,penetrarem a fina pele de meus pés e subirem perfurando a carne como seres torturantes,absorvendo o liquido avermelhado que corria por entre as veias intrelaçadas impedindo-me de mover um só membro,não havia espaço para pensamentos,não havia uma gota sequer de qualquer substancia em mim.Assim me via como o mais velho dos panos,aquele que se encontra na ultima gaveta do comodo mais velho,naquele quarto apodrecido,o mais distante.Ufa.Pois é só se viam teias de aranha me envolvendo.
De uma forma desolente criei escudos em mim mesma me encaixando nos vãos de meu proprio corpo,fui mais além,até poder escalar os montes que me cobriam e sentir novamente o vento vindo ao meu encontro jogando os fios de cabelo a qualquer direção.
Fui me regenerando lentamente,minhas veias foram(novamente)preenchidas por um liquido avermelhado,permitindo-me sentir outra vez percepcões ilicitas.
As larvas substituidas por massas,dessa vez me corroiam de forma explendida,levando-me ao mais alto,a mais bela e pura das emoções,me permitira ver o outro lado das formas,o brilho de cada estrela que preenche o céu,as cores de tudo que abita por cima da terra e até mais poder sentir o sabor desses meus desvareios.
Noites soberbas

(...)Passos absurdamente começam a ser trocados por entre as frestas do alto viaduto,os olhares pavorosos e espantados o fizeram sair dali de forma explendorosa,alucinante.
O gosto da adrenalina e do pânico que brutalmente nos corroia os ossos desde o amanhecer estava presente,mais forte,não o suficiente para nos libertar.
E junto o cigarro fazia viagens dos labios ao descer do braço,percorria dentre outros labios,e outros labios,um declinio homogeneo,de uma sutilidade magnifica.
Os fios de cabelo prendiam-se ao chão sem a pretenção de se mover tão cedo.
Apenas o som das árvores,a brisa percorrendo os corpos,uma noite soberba,regada a vinho e a...enfim...não vem ao caso,foram cenas memoraveis,de
perfeitos erros jamais imaginados.
Que se repetiriam por mais noites...essas noites soberbas.
Vazio em mim

Estou tentando fechar o buraco que consome aos poucos o infinito de meu ser,e vem causando agonizante dores. A ânsia de sentir aquilo que nunca se sentiu,ocupa a mente causando delirios,transformando pensamentos em lapsos nervosos.
A beira do abismo com o ar da indignação percorrendo os vãos do corpo,sustentada por fios de esperança feitos de palavras de idéias e vontades.
Um corpo em si buscando a alma benévola e de fato a encontra sob dificuldade,impedindo a de se perder em sentimentos superficiais,perfeitos e momentaneos.
Os artificios utilizados foram de vista os piores,filtrando a alma calejada,continuo sendo engolida por um buraco negro que só me permite dizer: volte,ou me peça para voltar,volte de algum lugar.
Ja não sinto minhas mãos frias,apenas convulsões inelutaveis,qualquer coisa não tenha sentido,imenso vazio em mim.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Rosas

E o perfume da ultima rosa
Se exala por entre os dedos
Como remorço
Atormentando os dias
E fasendo o que seria o simples
desenvolver da vida
Em eternos pesadelos
obscuros
mais que sobrenaturais.