domingo, 20 de setembro de 2009

Meus desvareios

Por alguns instantes pude sentir as larvas que se alojavam no lodo do poço mais profundo,penetrarem a fina pele de meus pés e subirem perfurando a carne como seres torturantes,absorvendo o liquido avermelhado que corria por entre as veias intrelaçadas impedindo-me de mover um só membro,não havia espaço para pensamentos,não havia uma gota sequer de qualquer substancia em mim.Assim me via como o mais velho dos panos,aquele que se encontra na ultima gaveta do comodo mais velho,naquele quarto apodrecido,o mais distante.Ufa.Pois é só se viam teias de aranha me envolvendo.
De uma forma desolente criei escudos em mim mesma me encaixando nos vãos de meu proprio corpo,fui mais além,até poder escalar os montes que me cobriam e sentir novamente o vento vindo ao meu encontro jogando os fios de cabelo a qualquer direção.
Fui me regenerando lentamente,minhas veias foram(novamente)preenchidas por um liquido avermelhado,permitindo-me sentir outra vez percepcões ilicitas.
As larvas substituidas por massas,dessa vez me corroiam de forma explendida,levando-me ao mais alto,a mais bela e pura das emoções,me permitira ver o outro lado das formas,o brilho de cada estrela que preenche o céu,as cores de tudo que abita por cima da terra e até mais poder sentir o sabor desses meus desvareios.
Noites soberbas

(...)Passos absurdamente começam a ser trocados por entre as frestas do alto viaduto,os olhares pavorosos e espantados o fizeram sair dali de forma explendorosa,alucinante.
O gosto da adrenalina e do pânico que brutalmente nos corroia os ossos desde o amanhecer estava presente,mais forte,não o suficiente para nos libertar.
E junto o cigarro fazia viagens dos labios ao descer do braço,percorria dentre outros labios,e outros labios,um declinio homogeneo,de uma sutilidade magnifica.
Os fios de cabelo prendiam-se ao chão sem a pretenção de se mover tão cedo.
Apenas o som das árvores,a brisa percorrendo os corpos,uma noite soberba,regada a vinho e a...enfim...não vem ao caso,foram cenas memoraveis,de
perfeitos erros jamais imaginados.
Que se repetiriam por mais noites...essas noites soberbas.
Vazio em mim

Estou tentando fechar o buraco que consome aos poucos o infinito de meu ser,e vem causando agonizante dores. A ânsia de sentir aquilo que nunca se sentiu,ocupa a mente causando delirios,transformando pensamentos em lapsos nervosos.
A beira do abismo com o ar da indignação percorrendo os vãos do corpo,sustentada por fios de esperança feitos de palavras de idéias e vontades.
Um corpo em si buscando a alma benévola e de fato a encontra sob dificuldade,impedindo a de se perder em sentimentos superficiais,perfeitos e momentaneos.
Os artificios utilizados foram de vista os piores,filtrando a alma calejada,continuo sendo engolida por um buraco negro que só me permite dizer: volte,ou me peça para voltar,volte de algum lugar.
Ja não sinto minhas mãos frias,apenas convulsões inelutaveis,qualquer coisa não tenha sentido,imenso vazio em mim.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Rosas

E o perfume da ultima rosa
Se exala por entre os dedos
Como remorço
Atormentando os dias
E fasendo o que seria o simples
desenvolver da vida
Em eternos pesadelos
obscuros
mais que sobrenaturais.

Essas vidas

Temos buscado palavras,que definam o que iremos viver.
A definição do inexplicavel,você sabe como é...
Todos sabemos,temos as respostas em nossas mãos,mas na hora certa
não sabemos usar,estaremos tão perdidos em fatos verdadeiros ou
buscando a verdade em fatos perdidos.
Como se ouvi dizer,é melhor se acabar em nicotina suspirando a alma,
uma iniciativa propria.
Do que pelos motivos mais futeis de uma sociedade hipocrita.
Apesar de tudo,por sua vontade ou não,no fim somos todos iguais
comida para vermes.
Foi assim que em uma noite calma e chuvosa,abri a mente para novas percepções,
e pude registrar as até então ja existentes,a mente flutua em estado mórbido,
pensamentos desconexos,tao perdidos como nunca.
Seus olhos...


Seus olhos são como o sol
Encantam,me aquecem
E se afastam todos os dias lentamente
Dando espaço ao brilho taciturno
Olhares falsos,traiçoeiros
Que permaneçam ao longe
E sejam de perto verdadeiros.