Meus desvareios
Por alguns instantes pude sentir as larvas que se alojavam no lodo do poço mais profundo,penetrarem a fina pele de meus pés e subirem perfurando a carne como seres torturantes,absorvendo o liquido avermelhado que corria por entre as veias intrelaçadas impedindo-me de mover um só membro,não havia espaço para pensamentos,não havia uma gota sequer de qualquer substancia em mim.Assim me via como o mais velho dos panos,aquele que se encontra na ultima gaveta do comodo mais velho,naquele quarto apodrecido,o mais distante.Ufa.Pois é só se viam teias de aranha me envolvendo.
De uma forma desolente criei escudos em mim mesma me encaixando nos vãos de meu proprio corpo,fui mais além,até poder escalar os montes que me cobriam e sentir novamente o vento vindo ao meu encontro jogando os fios de cabelo a qualquer direção.
Fui me regenerando lentamente,minhas veias foram(novamente)preenchidas por um liquido avermelhado,permitindo-me sentir outra vez percepcões ilicitas.
As larvas substituidas por massas,dessa vez me corroiam de forma explendida,levando-me ao mais alto,a mais bela e pura das emoções,me permitira ver o outro lado das formas,o brilho de cada estrela que preenche o céu,as cores de tudo que abita por cima da terra e até mais poder sentir o sabor desses meus desvareios.
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Talentosa. Viva da palavra. Lobo.
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